Diferenças entre edições de "Hemangioma infantil"

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* Localização numa parte do corpo onde pode causar complicações (como por exemplo, próximo do olho causando compromisso do campo visual) ou causar alteração estética permanente;
 
* Localização numa parte do corpo onde pode causar complicações (como por exemplo, próximo do olho causando compromisso do campo visual) ou causar alteração estética permanente;

Edição atual desde as 09h06min de 23 de setembro de 2019

Autor: Maria Alexandra Rodrigues, Eulália Sousa, Maria Inês Silva, Adriana Ferreira

Última atualização: 2019/09/12

Palavras-chave: Hemangioma infantil, lesões cutâneas, tumores da infância



Resumo


O hemangioma infantil é uma lesão benigna, causada por um crescimento anormal de vasos sanguíneos. É comum na infância e normalmente não é visível logo ao nascimento.
Pode surgir em qualquer parte do corpo, mas é mais comum na cabeça e pescoço. Geralmente após o seu aparecimento, há uma fase de crescimento rápido, a que se segue uma fase de regressão progressiva até ao seu desaparecimento. Apesar de visualmente causar receio nos pais, na maioria dos casos o hemangioma infantil não causa sintomas. Normalmente, a simples observação da lesão permite fazer o diagnóstico, não sendo necessária a realização de exames.
Na maioria dos hemangiomas infantis está recomendada apenas uma atitude expectante e vigilância regular, sem necessidade de qualquer tratamento. Quando este é necessário, pode ser feito através de medicamentos, tratamento laser ou cirurgia.




Hemangioma infantil


O hemangioma infantil é uma lesão benigna, causada por um crescimento anormal de vasos sanguíneos. Se esses vasos sanguíneos se desenvolverem nas camadas superficiais da pele, trata-se de um hemangioma superficial e apresenta-se como uma protuberância rosa ou vermelha (parecida com a superfície de um morango). Se, por outro lado, o hemangioma se desenvolve nas camadas mais profundas da pele (hemangioma profundo), a sua aparência é de uma saliência arredondada azulada. Embora os hemangiomas cutâneos sejam mais comuns, também podem afetar órgãos internos. A sua causa ainda não é compreendida.
O hemangioma infantil é comum na infância, ocorrendo em 3 a 10% das crianças no primeiro ano de vida. Afeta mais os caucasianos (pessoas com pele branca), o sexo feminino, os prematuros e os bebés com muito baixo peso ao nascimento.
Normalmente não é visível ao nascimento (podendo, contudo, existir uma alteração da pele inicial como por exemplo uma mancha vermelha), sendo detetado nos primeiros dias a meses de vida (90% no final do 1º mês de vida). Pode surgir em qualquer parte do corpo, mas é mais comum na cabeça e pescoço.

Evolução natural


Hemangioma.png

Quando o hemangioma aparece, pode crescer muito rapidamente (fase de crescimento rápido), seguindo-se normalmente uma fase de regressão progressiva até ao desaparecimento.
A fase de crescimento rápido é geralmente mais acelerada nos primeiros 3 a 6 meses de vida, podendo prolongar-se até aos 12 meses de vida.
Após um período de estabilidade, inicia-se a fase de regressão (todos os hemangiomas param de crescer e começam a diminuir, mesmo sem tratamento). Normalmente, o hemangioma começa a diminuir quando surge uma alteração de cor na região central. Sabe-se que 50% dos hemangiomas desaparecem até aos 5 anos de idade, 70% até aos 7 anos de idade e 90% até aos 9 anos de idade, numa taxa de regressão esperada de aproximadamente 10% ao ano.
É importante compreender que em alguns casos, dependendo do tamanho e características, mesmo com a regressão do hemangioma, a pele pode não ficar com uma aparência totalmente normal. Contudo, na maioria dos casos, continua a fazer sentido apenas vigiar a evolução do crescimento, para não submeter a criança a tratamentos desnecessários.

Diagnóstico


Apesar de visualmente causar receio nos pais, normalmente o hemangioma infantil é assintomático. Em alguns casos pode ulcerar, sangrar ou infetar. As áreas corporais mais expostas a traumatismo são geralmente mais propensas a complicações como por exemplo a área da chupeta e a região da fralda.
Na maioria dos casos, a simples observação da lesão permite fazer o diagnóstico, não sendo habitualmente necessários outros exames adicionais. Em caso de dúvida, a ecografia pode ajudar a esclarecer a situação.

Tratamento


Na maioria dos casos não há necessidade de nenhum tratamento específico, recomendando-se apenas a vigilância regular.
Em 10-15% dos hemangiomas infantis pode haver necessidade de tratamento médico:

  • Grandes dimensões;
  • Localização numa parte do corpo onde pode causar complicações (como por exemplo, próximo do olho causando compromisso do campo visual) ou causar alteração estética permanente;
  • Quando ulceram, sangram ou infetam.

Quando o tratamento é necessário, pode ser feito através de medicamentos, laser ou cirurgia.
Os medicamentos bloqueadores beta-adrenérgicos podem ter interesse na diminuição do tamanho dos hemangiomas, seja por aplicação direta ou por toma em comprimidos.
A cirurgia pode estar indicada em caso de falência ou contraindicação à utilização dos fármacos acima mencionados. Após a diminuição do hemangioma, a cirurgia pode servir para remoção de cicatrizes, excesso de pele e/ou reconstrução de estruturas danificadas.
O laser é outra opção para diminuir as alterações da pele após a regressão do hemangioma.

Prevenção


Actualmente não se conhece nenhuma medida preventiva que evite o aparecimento de hemangiomas infantis.

Conclusão


O hemangioma infantil é uma lesão benigna e comum na infância. Na maioria dos casos não causa sintomas, acaba por regredir espontaneamente e não necessita de qualquer tratamento.

Referências recomendadas



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