Desenho infantil – crescer a colorir

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Autor: Catarina Sofia Pinto; Teresa Raquel Vaz; Sara Pereira Santos; Ângela Teixeira

Última atualização: 2020/12/27

Palavras-chave: Desenho infantil, Desenvolvimento cognitivo, Desenvolvimento psico-motor, Criatividade



Resumo


Pegar num lápis e rabiscar num papel parece algo inato na criança.
A partir dos 18 meses de idade, a criança começa a fazer rabiscos aleatórios, muitas vezes sem sentido aparente, mas diverte-se na descoberta do mundo das cores e dos traços. Apesar de parecerem apenas uns gatafunhos desordenados, o ato de desenhar apresenta grande importância no desenvolvimento da criança, quer a nível da sua criatividade e habilidades, como para a autoconfiança.
O desenho tem várias fases, sendo fundamental que em cada etapa se estimule e valorize a sua realização. O desenho infantil apresenta grande importância para a compreensão da criança, do seu desenvolvimento e da forma como esta se relaciona com o mundo.




Desenho infantil


O desenho constitui uma das formas mais primitivas de comunicação humana, transversal a todas as idades. Basta pensarmos nas marcas e desenhos deixados em cavernas, árvores e pedras para percebermos a importância que o desenho teve ao longo dos tempos, criando as bases necessárias para a posterior criação da escrita.

Fases do Desenho por idades


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O desenho infantil não é estático, acompanha a criança e evolui a par do seu desenvolvimento psicomotor e maturidade intelectual.
Por volta dos 18 meses, as crianças começam a explorar o lápis e a sua capacidade de o usar, realizando movimentos amplos e desordenados, produzindo uma garatuja desordenada. Estes traços vão-se organizando progressivamente e assumindo movimentos longitudinais e circulares. É nesta fase que começam a demonstrar preferência por uma mão.
Entre os 2 e os 4 anos, as crianças começam a combinar os rabiscos, anteriormente irreconhecíveis, transformando-os na representação de um objeto, progressivamente mais complexo. Ainda não estabelecem relação entre os objetos que desenham, nem têm noção da proporcionalidade do tamanho e posição dos mesmos. Além disso, as cores que utilizam não têm relação com a realidade.
A partir dos 5 anos aparece a representação bidimensional respeitando a lógica da proporcionalidade. Nesta altura começam a representar a figura humana, a construir formas diferenciadas para cada categoria de objeto, tornando-se possível reconhecer o conteúdo do desenho.
Aos 10 anos, as crianças já se preocupam com o tamanho, forma, cor, proporção realista e posicionamento dos objetos, havendo, por isso, menos exageros e distorções nos seus desenhos. Além disso, já conseguem desenhar em diferentes planos e com sobreposições. É nesta fase que se começam a acentuar as diferenças entre os desenhos realizados por crianças do sexo masculino e feminino.

Vantagens do desenho Infantil


O desenho promove:

  • Desenvolvimento cognitivo e da capacidade de concentração e memória: a criança fica focada no processo de desenhar, atenta aos pormenores, integrando assim informação visual e motora, o que estimula o cérebro;
  • Promoção da capacidade de resolver problemas, ao associar figuras, diagramas e cores e criando mapas mentais;
  • Desenvolvimento da motricidade fina e da coordenação olho-mão, ao manipular o objeto de desenho, estabelecendo uma interação entre aquilo que vê e o que desenha;
  • Desenvolvimento dos conceitos de proporção, distância e texturas;
  • Expressão de emoções: o desenho permite que a criança se expresse para além da fala, afirmando a sua personalidade;
  • Desenvolvimento da criatividade e aumento da autoconfiança.


Como estimular a criança a desenhar


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É importante não impor regras nem pressão e deixar a criança dar asas à sua imaginação.

  • Colocar à disposição da criança vários tipos de suportes materiais onde possa desenhar e de escrita, como lápis de cor, de cera, giz, aguarelas ou marcadores.
  • Encorajar a sua exploração, até utilizando as mãos ou os pés.
  • Deixar desenhar o que quiser, da forma como quiser, para que este processo seja um momento divertido de aprendizagem.

Cabe depois ao adulto adotar algumas atitudes que irão consolidar a confiança da criança e estimular o desenho:

  • Felicitar o desenho, incidindo mais no processo e menos no produto final;
  • Escrever o nome da criança nos desenhos que fez;
  • Pedir-lhe para explicar o que desenhou, sem tentar adivinhar;
  • Expor os seus desenhos preferidos, criando um espaço destinado a este fim, que a própria criança pode mostrar aos familiares e amigos;
  • Guardar um portefólio dos desenhos, para que a criança possa comparar os mais recentes com os mais antigos e se aperceber da sua evolução, estimulando assim a sua motivação e autoconfiança.

Ao desenhar em conjunto com a criança, estará a passar tempo de qualidade e a fortalecer a relação entre ambos.

Conclusão


O desenho infantil é essencial no desenvolvimento da criança, acompanhando a sua evolução. Com este estímulo, ajudamo-la a desenvolver a sua percepção, emoção e inteligência.

Referências recomendadas



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