Coronavírus

Revisão das 20h07min de 1 de março de 2020 por Paulo Santos (Discussão | contribs)

Autor: Paulo Santos

Última atualização: 2020/01/25

Palavras-chave: Coronavírus; Infeção respiratória



Resumo


Os coronavirus são vírus comuns que provocam doença no homem, por vezes com gravidade.
O quadro clínico é o de uma virose, evoluindo para a cura espontânea na maioria dos casos, apesar de necessitar de tratamento dirigido ao controlo dos sintomas, por vezes, em regime de internamento.
A melhor estratégia é a prevenção da transmissão entre pessoas.




Coronavírus


Os coronavírus, assim chamados por apresentarem umas espículas na membrana que fazem lembrar uma coroa, são conhecidos desde os anos 60. A maioria das estirpes afetam os animais, sobretudo os camelos e os morcegos, podendo por vezes passar ao homem. São uma causa comum de infeções respiratórias em humanos, a maior parte sem gravidade de maior. Podem, no entanto, assumir formas graves e eventualmente mortais.

Coronavirus humanos


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São conhecidas 7 estirpes que podem causar doença em seres humanos.
As estirpes 229E, NL63, OC43 e HKU1 provocam formas ligeiras de doença.
A estirpe SARS-CoV foi causa de um surto inicial em 2002-03, atingindo quase 10.000 pessoas com um síndrome respiratório agudo severo, e vitimando 774 doentes. Desde 2004 não é conhecido mais nenhum caso desta doença.
A estirpe MERS-CoV foi descrita como causa de doença respiratória grave no Médio Oriente (Arábia Saudita) em 2012 e ainda se mantém ativo, com casos em todo o mundo mas todos provenientes dos países à volta do foco inicial.
O novo coronavírus 2019 (Covid-19) foi descrito recentemente na China e está atualmente em fase de expansão.

Evolução da doença


Os mecanismos de transmissão da infeção ainda não estão completamente esclarecidos. Os coronavírus infetam sobretudo animais e por vezes podem passar ao homem. A transmissão entre humanos ocorre normalmente por via respiratória com um doente a lançar gotículas respiratórias na tosse ou espirros, e a atingir os contactos próximos que poderão, ou não, vir a desenvolver doença, no prazo de 2 a 14 dias. Até ao momento não são conhecidas outras formas de transmissão da infeção, nomeadamente por transmissão por via aérea, por via alimentar ou por fluídos corporais.
Os sintomas são os que normalmente aparecem nas infeções virais: tosse, febre e dificuldade respiratória.
Não há um tratamento específico para este vírus. Os doentes poderão fazer um tratamento de suporte para alívio dos sintomas, eventualmente em regime de internamento nas situações de gravidade.
À data de 29 de fevereiro de 2020, havia 85.403 casos confirmados em todo o mundo:

  • 79.394 casos na China, provocando 2.838 mortes (taxa de letalidade de 3.6%)
  • 6.009 casos confirmados no resto do mundo (56 países), provocando 86 mortes (taxa de letalidade de 1,4%).



Prevenção


Na ausência de tratamento, a melhor estratégia é a prevenção. A Organização Mundial de Saúde emitiu um comunicado com as medidas de prevenção atualmente recomendadas:

  • lavar as mãos com frequência, utilizando água e sabão ou uma solução desifetante contendo álcool;
  • evitar tocar nos olhos, nariz e boca;
  • Sempre que tossir ou espirrar tape o nariz e a boca com um lenço de papel ou com o antebraço. Nunca com a mão!
  • Utilize os lenços de papel uma única vez, colocando-os, de seguida no lixo;
  • usar uma máscara médica se tiver sintomas respiratórios e lavar as mãos após retirar a máscara (não há evidência da eficácia da utilização da máscara em pessoas que não estão doentes);
  • manter uma distância social (no mínimo 1 m) de pessoas que apresentem sintomas respiratórios.
  • Recomenda-se a utilização de equipamentos de proteção individual nos profissionais de saúde envolvidos na assistência aos doentes, nos seus cuidadores e nos contactos próximos
  • Não há evidência que obrigue a aplicar medidas de restrição de viagens ou comércio a países com surtos de Covid-19.



Conclusão


A infeção pelos vírus coronavirus é relativamente comum na população. Algumas estirpes têm potencial de provocar infeção grave. Na ausência de tratamento, importa prevenir.

Referências recomendadas



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