Alopécia areata

Autor: Maria Inês Pereira da Silva, Maria Alexandra Rodrigues, Mónica Caetano, Manuela Selores

Última atualização: 2019/02/10

Palavras-chave: Alopécia, Alopécia Areata



Resumo


A alopécia areata diz respeito à perda de cabelo localizada em áreas redondas ou ovais, sem inflamação visível da pele, não tendo outros sintomas associados. Afeta ambos os sexos de igual forma e pode surgir em qualquer idade.
A simples observação estabelece o diagnóstico.
Existem várias opções terapêuticas, como corticoides tópicos, minoxidil e imunoterapia de contacto, mas nenhuma consegue curar a doença. Em 50%-80% dos casos, o cabelo pode voltar a crescer mesmo sem qualquer tratamento, sobretudo nos casos de alopécia areata limitada com menos de um ano de evolução.




Alopécia areata


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Alopécia significa perda de cabelo. Na alopécia areata essa perda é localizada (“peladas”) com um formato redondo ou oval, de aparecimento súbito, e sem inflamação visível da pele. Não põe em risco a vida do doente e não causa dor ou outros sintomas. É um tipo de alopécia não cicatricial, o que significa que não há dano permanente do folículo capilar. Alguns doentes podem ter queda de todo o cabelo (alopécia areata total) ou mesmo perda de todo o cabelo e pelo corporal (alopécia areata universal).

Em quem surge?


Cerca de 1 em 50 pessoas irá sofrer de alopécia areata nalguma altura da sua vida. Não existe distinção entre sexos ou grupos étnicos. Pode desenvolver-se em qualquer idade, apesar da maioria desenvolver o primeiro episódio antes dos 30 anos.

Quais são as causas?


Na base do mecanismo da alopécia areata parece estar a interação de células do sistema imunitário (linfócitos T citotóxicos) com o folículo piloso, inibindo o seu crescimento normal. Têm sido identificados alguns fatores de risco, nomeadamente história familiar, infeções e/ou stress.

Como se diagnostica?


O diagnóstico de alopécia areata é feito pela constatação das peladas e das suas características. É importante excluir outras causas de queda de cabelo numa região do couro cabeludo, como por exemplo infeções fúngicas (tinea capitis), alopécia cicatricial e sífilis. Pode haver associação com outras doenças, como doença autoimune da tiróide, que pode ser excluída através de análises sanguíneas.

Como se trata?


Mesmo sem tratamento, após um ano, o cabelo pode voltar a crescer nas áreas afetadas em até 50% dos doentes. A percentagem pode chegar aos 80% em casos de alopécia areata limitada com menos de um ano de evolução. Contudo é pouco frequente nos doentes com alopécia areata total ou universal, que são também os casos mais resistentes ao tratamento. O crescimento de novo cabelo não é esperado nos três meses após o início da queda. Os cabelos novos que crescem nas áreas de alopécia são finos e podem ser cinzentos ou brancos.
Existem várias opções terapêuticas para estimular o crescimento do cabelo, tais como corticoide tópicos, minoxidil e imunoterapia de contacto, mas nenhuma consegue curar a doença.
O médico assistente estará na melhor posição para ajudar a encontrar a melhor alternativa para cada caso.

Conclusão


A alopécia areata é uma doença comum, cujo diagnóstico é realizado pela observação médica, e que resolve espontaneamente em 50-80% dos casos.

Referências recomendadas



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